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Quatro dias depois da passagem de ciclone, milhares de gaúchos ainda estão sem luz

Ciclone ainda afeta rotina de gaúchos Milhares de gaúchos ainda estão sem luz, quatro dias depois da passagem do ciclone. Um emaranhado de extensões se espa...

Quatro dias depois da passagem de ciclone, milhares de gaúchos ainda estão sem luz
Quatro dias depois da passagem de ciclone, milhares de gaúchos ainda estão sem luz (Foto: Reprodução)

Ciclone ainda afeta rotina de gaúchos Milhares de gaúchos ainda estão sem luz, quatro dias depois da passagem do ciclone. Um emaranhado de extensões se espalha por um posto de combustíveis em Santa Vitória do Palmar. Com a ajuda de um gerador, moradores enfrentam fila para carregar o celular. “A gente está carregando luz de emergência, celulares. Até ontem, nós estávamos totalmente sem comunicação”, diz a estudante Crissiany Teixeira. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Prejuízos também para o comércio. “Eu trabalho com salgadinhos de eventos. Eu perdi todo meu trabalho. O pessoal cancelou. Eu fiquei com todos meus freezers estragados”, lamenta a salgadeira Angela Pizani. Um hospital cancelou cirurgias eletivas e mantém os atendimentos de emergência com três geradores. Vinte e um mil endereços estão sem luz na região. O problema vem da Lagoa Mirim. A ventania danificou 26 torres de energia. Cerca de 90 profissionais trabalham no conserto dentro e fora d'água. Quatro dias depois da passagem do ciclone, milhares de gaúchos ainda estão sem luz Jornal Nacional/ Reprodução Para agilizar os trabalhos, até um helicóptero está sendo usado nesta operação. Ele transporta as peças que pesam toneladas para dentro da lagoa, onde as torres estão sendo consertadas. “Estamos trabalhando das 6h às 20h nessa região. Temos variáveis como o vento, o helicóptero não pode trabalhar e decolar e atuar próximo da rede elétrica com muito vento. Temos também ainda a força das marés. Então, são variáveis climáticas que nós temos que conciliar com o planejamento das nossas atividades”, diz Riberto José Barbanera, diretor-presidente da CEEE Equatorial/ RS. Em Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte, moradores também reclamam da demora no restabelecimento do serviço. “Os freezers já estão derretendo gelo, na minha casa não tem água potável para tomar água. Então, imagina a situação que nós estamos vivendo”, conta a professora Givana Moreira Kleinkauf. A comerciante Lenira das Neves passa as noites acordada, vigiando o gerador que mantém o mercado em funcionamento: “Já queimou um gerador meu, tive que comprar outro. Dessa vez, realmente, eu sei que foram muitos casos, mas a gente precisa de uma solução também”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Cidades no Extremo Sul do RS entram no 4º dia sem luz após ciclone derrubar torres de energia dentro de lagoa Torres de energia elétrica desabam durante passagem de ciclone pelo RS e deixam duas cidades sem luz